Poesia in Loco



Poesia in Loco


26.12.11

O covarde com dores infinitas na alma

Quando estiver no leito da agonia
Sentindo as dores do mundo na pele
Sei o quanto relembrará as palavras
Dos santos hipócritas e medrosos

Sob os dizeres de doces lábios estranhos?

Não. Não há acovardamento
As ideologias reais em muito esquecem
Este apelo de sinapses, nervos deflorados:
A monótona condolência aflitiva

Sob os dizeres doces de lábios estranhos!

A tosse seca, o vômito incontinente
A febril, indômita matriz do amor;
Seja ela qual for...
Onde diabos a encontre!

Sob dizeres de doces, de estranhos lábios doces.





Para o Cristo.

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