Sua luta pessoal pela liberdade nunca passou por meandros comuns tais sexualidade, ideologias ou independência financeira. Sensualidade nunca foi sua maior qualidade, quanto a correligionar idéias, bem, sempre urgiu afoito em primeiros tempos para depois pouco a pouco até rapidamente esquecer qualquer compromisso firmado com o ideário dantes. Dinheiro? Sempre engasgado em dívidas, nunca foi de guardar o pouco conseguido. Aos vinte e poucos anos resolveu fugir de tudo da forma mais convincente: morrendo vivo. Sua grande confusão mental não aliviou esposa, filhos e amigos. Punindo-se severamente pelos crimes cometidos por terceiros, derrubou o amor como a primeira peça do dominó, um mosaico de relações ruiram e deixaram-no sob a tutela do horror e do pânico.
Viciou-se em pânico. Só uma alma bonita que pedia silêncio. Era caso para partir, mas seus traumas de abandonado não o faziam desistir na profusa dor.
Viciou-se em idiotices mentais e nós cegos poéticos, do abismo fonético ilusório que repetia mantras de reconforto artístico. Só uma alma bonita que penava fantasma por ruas conhecidas, sempre as mesmas ruas.
Depois do vício, aparecia a droga. Descobriu que o maior porém é o de sentir, sendo mero peão. Amou pessoas falsas, e escorreu falsidade e lágrima. Confiou numa arte hipócrita de joguetes, desacortinando de quem se acha muito, muitíssimo importante.
Fragilizou-se.
Foi ao inferno, claro. E só queria um silêncio, um sintoma qualquer de clareza dessa vividez.
Quis ser Thoreou, quis ser Hesse, quis ser maior apequenando tudo dentro de si.
Pensou esotérico, imaginou psicodélico.
Findou-se sorrateiro em sua própria trama.
Sem ao menos escrever algo decente.
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Into the wild é um filme absurdamente foda, com uma trilha composta pelo Eddie Vedder à altura. Segue abaixo uma tradução que eu fiz de bob agora, para ficar com um jeitão análogo ao texto de cima..
Eddie Vedder - Longs Night
Composição: Eddie Vedder
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Em tradução livre, meio tosca e pessoalizada:
Anceio Noturno
Não tenho medo
Porque quando estou sozinho
Serei melhor do que eu era antes
Eu tenho essa luz...
Eu estarei por perto, para crescer
Quem eu era antes?
Não me lembro
Longas noites permitiam-me sentir
Minha queda, minha recaída...
As luzes se apagam
Deixe-me sentir
Eu estou caindo
Eu estou caindo
de forma segura para o chão
Ah...
Vou aproveitar esta alma que está dentro de mim agora
Tal como uma marca,
Um novo amigo que eu sempre conhecerei
Eu tenho essa luz...
E a vontade de mostrar
Será sempre melhor do que antes
Longas noites permitiam-me sentir
Minha queda, minha recaída...
As luzes se apagam
Deixe-me sentir
Eu estou caindo
Eu estou caindo
de forma segura para o chão
Ah...
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Há um lindo clipe em http://www.youtube.com/watch?v=0V7WItOr4O8 infelizmente não consigo inseri-lo aqui... (problema de USB: Usuário Super Burro...rs)...
4 comentaí!:
Diogo, preciso muito falar contigo de um movimento literário que estamos formando nas ruas do centro. Vc ainda vai pras bandas do CCBB?
Aguardo contato.
Abraços!
gostei do texto, mas acho que preciso ler com mais calma depois, talvez quando o calor estiver mais ameno e eu consiga pensar (:
Natácia,
Obrigado pela lembrança.
Gostaria que explicasse um pouco mais, por favor. Hja visto que formar um movimento literário não é uma das tarefas mais fáceis...
Abraços!
Júlia,
Obrigado pela visita. A porta tá sempre aberta.
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